terça-feira, 27 de novembro de 2007

IPCC



O IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), foi estabelecido para fornecer informações científicas, técnicas e sócio-econômicas relevantes para o entendimento das mudanças climáticas. Seus impactos potenciais e opções de adaptação e mitigação. É um órgão intergovernamental aberto para os países membros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) constituíram o IPCC em 1988.

O IPCC não realiza novas pesquisas nem monitoriza dados relacionados a mudança climática nem recomenda políticas climáticas.

O IPCC define a mudança climática como uma variação estatisticamente significante em um parâmetro climático médio ou sua variabilidade, persistindo um período extenso (tipicamente décadas ou por mais tempo). A mudança climática pode ser devido a processos naturais ou forças externas ou devido a mudanças persistentes causadas pela ação do homem na composição da atmosfera ou do uso da terra.


Prêmio Nobel da Paz


O Nobel da Paz foi atribuído ao antigo vice-presidente norte-americano Al Gore e à ONU pelos esforços para aumentar o conhecimento sobre mudanças climáticas.O prémio foi atribuído conjuntamente «pelos esforços de recolha e difusão de conhecimentos sobre as mudanças climáticas provocadas pelo Homem e por terem lançado os fundamentos para a adopção de medidas necessárias para a luta contra estas alterações».

O interesse de Al Gore, 59, pela ecologia vem de 17 anos atrás, antes de ser vice-presidente dos Estados Unidos durante o mandato de Bill Clinton (1993-2001), quando foi reeleito como senador democrata pelo Tennessee em 1990.

No entanto, o verdadeiro reconhecimento chegou após a estréia no ano passado do documentário "Uma Verdade Inconveniente", premiado como melhor documentário na última cerimônia de entrega do Oscar. O filme descreve as graves conseqüências do aquecimento global.

http://www.youtube.com/watch?v=GoFkFkolNcg

Muito antes, em 1991, publicou o livro "Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano", no qual falava sobre grandes mudanças ecológicas necessárias para enfrentar o século 21.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

GREENPEACE

http://www.youtube.com/watch?v=dGNzoMIew74

Ações individuais e coletivas recomendáveis:


1. Conhecer as propostas originais submetidas à ONU, pela sociedade civil organizada, relativas à "Agenda 21", "Proteção das Florestas e da Biodiversidade" e "Mudanças Climáticas";
2. Usar os recursos da internet para conhecer mais sobre as questões críticas do nosso tempo: o esgotamento do petróleo e dos recursos materiais (água, solo, biodiversidade, minerais) e a degradação social;
3. Informar-se em livros sobre os novos temas, fazer cursos, participar de grupos de estudos;
4. Ajudar a pensar e criar eco-vilas e eco-cidades com interações positivas entre ambas;
5. Apoiar projetos agroecológicos e de consumo orgânico;
6. Aprender sobre externalidades econômicas negativas;
7. Saber o que são os serviços ambientais produzidos pelos ecossistemas e sobre as conseqüências de sua perda;
8. Aprender a usar a exergia (potencial energético) e a emergia (custo energético) para avaliar sistemas de produção e de consumo;
9. Passar da visão microeconômica a macroeconômica (exemplo: cadeias produtivas e seus impactos nos ecossistemas e na sociedade);
10. Estudar sobre indicadores de desempenho energético e ecológico dos sistemas;
11. Estudar a capacidade de suporte e como ela depende da apropriação do homem, da biomassa e dos energéticos fósseis;
12. Conhecer e calcular a pegada ecológica;
13. Aprender o que é renovabilidade, saldo energético líquido e índice de troca (em termos de emergia) para analisar o desempenho ecológico e energético e social dos sistemas;
14. Aprender a modelar sistemas e a prever cenários futuros;
15. Discutir quais seriam os indicadores mais adequados para priorizar programas e projetos;
16. Integrar conhecimentos e estabelecer interações sociais de maior qualidade, a nível local e internacional;
17. Fazer cursos sobre planejamento de bacias hidrográficas;
18. Participar das ações municipais relativas à proteção do clima, Agenda 21 e plano diretor;
19. Promover a adoção de impostos por carbono emitido e a compra de créditos de carbono;
20. Promover a reforma ecológica e social do sistema de produção e consumo, nos espaços locais, regionais e globais;
21. Compartilhar informação de boa qualidade.
A correlação entre unidade produtiva, unidade de consumo e atmosfera global
Cada unidade de produção e de consumo teria que ter um “certificado de sustentabilidade” e de “pegada ecológica”, os quais seriam elaborados a partir de seu balanço de materiais, energia e dinheiro.
O balanço deve incluir: contribuições gratuitas da natureza, subsídios econômicos, perda de serviços ambientais, externalidades (poluição de recursos hídricos, emissão de gases de efeito estufa, o manejo dos resíduos sólidos). O balanço deve incluir a fixação de CO2 e metano.
O certificado de sustentabilidade permitiria a análise dos sistemas de produção e consumo e tomar medidas para premiar ou punir (políticas públicas para a sustentabilidade).
O valor da pegada ecológica (hectares necessários por pessoa) pode apontar as alterações no estilo de vida necessárias para viver em um mundo em crise de recursos naturais, funções ecossistêmicas reduzidas e alta densidade populacional.

O efeito estufa, as conseqüências e as causas

Por favor, não culpem as vacas pelo efeito estufa, nem aos sitiantes. A responsabilidade cabe aos que tomam as decisões de peso: as grandes empresas dos países industrializados que, através de seus lobbies e governos mancomunados, mudaram o espírito dos trabalhos da Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992. A Agenda 21, cujo objetivo era estabelecer as ações e metas para mudar os rumos do planeta e torná-lo sustentável, foi descaracterizada. O bem-estar das empresas norte-americanas (grandes emissoras de gases de efeito estufa) ainda é colocado acima dos interesses da espécie humana, cuja sobrevivência dependeria desses acordos globais. O pagamento da dívida externa dos países latino-americanos (injusta e muitas vezes paga) obriga os países do cone sul a destruir suas florestas para exportar gado e soja. E nos dias atuais, decisões sobre biocombustíveis estão sendo tomadas sem debate público, sem analisar alternativas e o impacto sócio-ambiental delas. Os responsáveis são aqueles que perderam o sentimento de solidariedade, que colocam o lucro das grandes empresas como máxima prioridade, que condenam à extinção a inúmeras espécies e que destroem o futuro da espécie humana.

fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=22&id=238

O que fazer? Como a universidade poderia colaborar?


1. Entender o problema:
a. Usar a Teoria Geral de Sistemas e outras ferramentas científicas, de maneira correta, para estudar o aquecimento global como resultado do domínio humano da biosfera sob comando das empresas capitalistas.
b. Analisar ao mesmo tempo outras questões correlacionadas que são vitais como: perda da biodiversidade, perda da infiltração de água, perda do solo agrícola, desertificação, êxodo rural, desemprego, desvios de conduta social. Todas elas são facetas importantes do mesmo fenômeno global. Some-se a isso o esgotamento do petróleo que é a base energética que subsidia a economia industrial e a corrida empresarial para produzir biomassa energética de maneira antiecológica e anti-social.
c. Conhecer o volume dos fluxos de materiais e energia que são mobilizados nos ecossistemas naturais e naqueles dominados pelo homem para obter indicadores de desempenho termodinâmico e fazer um diagnóstico da situação. Divulgar os estudos que existem a respeito.
d. A sustentabilidade ecológica está dada pela proporção de recursos renováveis utilizados nos sistemas de produção e consumo. Hoje em dia a civilização depende dos recursos não renováveis e o desafio é retornar a padrões de alta renovabilidade. Isso deve ser discutido em múltiplos foros abertos.
2. Discutir nesses foros os resultados dos estudos sobre o funcionamento da biosfera e os motivos da crise com a finalidade de apontar soluções, as quais devem ser avaliadas.
3. Como muitas das soluções levantadas podem ser falsas ou inadequadas (por diversos motivos) é necessário estudá-las de forma sistêmica para analisar sua pertinência. A análise emergética-exergética é o melhor instrumento para a análise de sistemas complexos. A essa análise pode ser agregada a análise de pegada ecológica.
4. Divulgar publicamente os resultados desses estudos. Estudar e aplicar políticas públicas globais em prol da sustentabilidade, ultrapassando a visão estreita que é característica do sistema empresarial que vigorou até hoje.
5. Estabelecer mecanismos para acompanhar o desenvolvimento dos fenômenos biosféricos interligados (aquecimento global, elevação do nível do mar, inundação permanente de áreas agrícolas de baixa altitude, novas migrações humanas, perda da biodiversidade, perda da infiltração de água, perda do solo agrícola, desertificação, êxodo rural, desemprego, fome, desvios de conduta social, esgotamento do petróleo) e das medidas tomadas pela coletividade internacional, nacional, regional e local.
6. A transição ao Desenvolvimento Sustentável exige estratégias múltiplas e variadas. A universidade deve abrir-se para considerar todos os interesses. A Faculdade de Engenharia de Alimentos está organizando o I Simpósio sobre percepção de desafios científicos e novas estruturas organizacionais – NEO, no dia 13 de abril de 2007, das 13 às 18 horas, no Centro de Convenções:
http://www.fea.unicamp.br/eventos/2007/NEO/

Era Glacial


Em torno de um milhão de anos atrás, a temperatura da Terra sofreu uma enorme queda. Em razão disto não houve calor suficiente, durante o verão, para derreter a camada de gelo que costumeiramente se formavam nas grandes altitudes durante o inverno.
Diante desse fenômeno, as geleiras, aos poucos, soltaram-se das montanhas, fato que originou um grande desgaste nas rochas enquanto carregavam a argila por muitos quilômetros. Por fim, uma enorme área da região norte da Europa foi coberta por uma espessa camada de gelo.
Este acontecimento foi o marco inicial do Período Glacial (Era Glacial ou Idade do Gelo). O mundo todo foi afetado por este fenômeno, desde o continente europeu até as regiões centrais.
Os únicos seres que conseguiram sobreviver a este período foram os
animais com maior quantidade pêlos, como por exemplo, o rinoceronte lanoso, os primitivos antílopes e alguns mamutes.
Ainda hoje, é possível encontrar parte das calotas glaciais deste período. As que estão em grande parte da Groelândia são um exemplo disto
No total ocorreram quatro glaciações durante o Período Glacial. Na passagem de uma para outra, ocorreram períodos mais quentes, época em que o gelo era derretido, formando lagos nos vales.
A comprovação da existência desses períodos foi feita por geólogos através de longo tempo pesquisando as rochas e fósseis. Entretanto, ainda não se descobriu a razão que levou a resfriamento da crosta terrestre. Há cientistas que acreditam que estamos entre um desses períodos quentes, que se resfriará daqui alguns séculos.