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Eleita aos 38 anos, Marina Silva foi a senadora mais jovem da história da República, tendo sido a mais votada entre os candidatos no estado, com 42,77% dos votos válidos. Sua atuação concentra-se nas áreas de direitos humanos, cidadania, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, recebeu o maior prêmio das Nações Unidas na área ambiental, o Champions of the Earth (Campeões da Terra) de 2007, como reconhecimento ao seu trabalho em favor da preservação da floresta amazônica e da valorização das comunidades locais e tradicionais da região. Entre 2003 e 2006, a ministra inaugurou um novo modelo de gestão ambiental no governo federal, cujo princípio básico é o envolvimento efetivo de diferentes setores de governo e da sociedade na busca de soluções para problemas de meio ambiente. Defendeu a cooperação entre os vários ministérios e governos estaduais, obtendo importantes resultados que refletem a capacidade do Estado e da sociedade em implementar uma política ambiental capaz de dar respostas aos desafios de conservação da atualidade. Com isso, conseguiu consolidar várias propostas da sociedade civil em novos instrumentos de política ambiental, como o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e a Política Nacional para o Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais, que abrange todos os biomas brasileiros.
Em anexo, um trecho de um artigo publicado no jornal "Folha de S. Paulo" de 21/04/2000 por Marina Silva:
O Sertão Vai Virar Mar
" O delírio de um beato - de que o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão -, quem diria, acabou se transformando na metáfora perfeita para contar o que nos acontece hoje em dia. Parece que tudo se mexe, nada mais quer ficar no lugar. Mas, ao mesmo tempo, está presente uma sensação angustiante, como respiração curta e incompleta, de que nada acontece, de que está tudo travado por algum nó imaginário.
Para dizer isso de maneira diferente, pode-se usar outra metáfora, tão presente nos últimos tempos. A dos "outros 500", que povoa os sonhos e os planos de tanta gente, para substituir os 500 anos de Brasil que se foram, colados a tanta injustiça, a tanta aberração. Mas, enfim, por mais insatisfatório que sejam, é o que temos para partir para outros diferentes 500.
Será que este é o momento de realização da profecia? Talvez não completamente, mas o sertão, como símbolo da maioria que herdou aridez e carência, na repartição dos 500 anos passados, quer virar mar, quer penetrar a imagem da exuberância e da fartura tão maldivididas.
A colonização empurrou os nativos para dentro do território e ficou com o "mar". Instalou-se na faixa litorânea, criou muita riqueza e cuidou ciosamente para que nunca fosse distribuída. Tomou de assalto e destruiu o que podia e não podia daquilo que parecia ser uma dádiva divina inesgotável. A natureza, os recursos naturais de toda espécie. É o que está por trás do balanço dos 500 anos de destruição florestal no Brasil, feito pela WWF: 93% da mata atlântica exterminados, 50% do cerrado, 15% da Amazônia (...). "
3 comentários:
Concordo plenamente com a citação acima.A senadora Marina Silva teve o ganho do prêmio mais do que merecido.
A senadora eh um exemplo que os passos de formiguinha um dia fazem o efeito esperado.
Temos que lutar mesmo!
Admiro ela mais que tudo!
È admirável a forma que a senadora defende a preservação da floresta amazônica e as comunidades locais da região. È um exemplo que todos devemos seguir.
Se cada um fizer a sua parte, as tudo será diferente.
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