terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mudando de assunto . . .


Eu sei que vocês visitantes do Equilíbrio Ecológico devem achar estranho o próximo post do blog, mas recentemente, numa aula de Ecologia Social, ouvimos o nosso professor Celso Sanchez, contar uma história de uma mulher guerreira, que lutou muito pelos seus ideais, e isso fez parte da criação de um novo pensamento, e isso sim tem haver com os objetivos desse blog, então, pra vocês um pouco da história de Hannah Arendt:

Nascida numa rica e antiga família judia estudou teologia e filosofia. Arendt estudou filosofia com Martin Heidegger na Universidade de Marburgo, relacionando-se passional e intelectualmente com ele. Posteriormente Arendt foi estudar em Heidelberg, tendo escrito na respectiva universidade uma tese de doutoramento sobre a experiência do amor na obra de Santo Agostinho, sob a orientação do filósofo Karl Jaspers.
A tese foi publicada em 1929. Em 1933 (ano da tomada do poder de Hitler) Arendt foi proibida de escrever uma segunda dissertação que lhe daria o acesso ao ensino nas universidades alemãs por causa da sua condição de judia. O seu crescente envolvimento com o sionismo a levaria a colidir com o anti-semitismo do Terceiro Reich o que a conduziria, seguramente, à prisão. Conseguiu escapar da Alemanha para Paris, onde trabalhou com crianças judias expatriadas e onde conheceu e tornou-se amiga do crítico literário Walter Benjamin. Foi presa (uma segunda vez) em França conjuntamente com o marido e operário Heinrich Blutcher, e acabaria em 1941 por partir para os Estados Unidos, com a ajuda do jornalista americano Varian Fry.
O trabalho filosófico de Hannah Arendt abrange temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a violência e a condição da mulher.


Ernst Mayr


Ernst Mayr foi um biólogo de origem alemã que dedicou grande parte da sua carreira ao estudo da evolução, genética de populações e taxonomia. Descendente de diversas gerações de médicos, ele abriu mão da carreira e se voltou para o estudo da Zoologia, concluindo um doutorado na área apenas 16 meses depois de formado. Durante os anos 30 tomou parte de uma expedição à Nova Guiné e às Ilhas Salomão, onde estudou a fauna. Mayr era o derradeiro representante vivo de um grupo de grandes cientistas que trabalhou na sedimentação dos pilares de um edifício chamado Nova Síntese: a fusão da teoria ecológica da seleção natural com a teoria genética da herança particulada. Entre tantas obras de Mayr, destacamos abaixo um trecho da obra: Isto é biologia.

"
O que é vida, e como explicar os processos vivos, tem sido objeto de acalorada controvérsia desde o século XVI. Para resumir, a situação era a seguinte: sempre houve um campo alegando que os organismos vivos não eram, na verdade, nada diferentes da matéria inanimada; algumas vezes essas pessoas foram chamadas de mecanicistas, mais tarde de fisicalistas. E sempre houve um campo oposto — os chamados vitalistas — reivindicando, por sua vez, que os organismos vivos possuíam propriedades que não poderiam ser encontradas na matéria inerte e que, portanto, conceitos e teorias biológicos não poderiam ser reduzidos às leis da física e da química. Em alguns períodos e centros intelectuais, os fisicalistas pareciam vencer o debate, e em outras épocas e locais os vitalistas pareciam prevalecer. No século XX ficou claro que ambos os lados estavam parcialmente certos e parcialmente errados. "