sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Projeto em Vídeo
Como podemos Educar as pessoas para que aprendam a respeitar o Meio Ambiente ?
Dê você também a sua opnião:
http://www.youtube.com/watch?v=9Se1yQgOqag
Produtores do Filme:
Bruna Waldez
Camila Valente
Joana Amazonas
Pedro Telésforo
Priscilla Queiroz
Tainah Domingos
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Mudando de assunto . . .
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Eu sei que vocês visitantes do Equilíbrio Ecológico devem achar estranho o próximo post do blog, mas recentemente, numa aula de Ecologia Social, ouvimos o nosso professor Celso Sanchez, contar uma história de uma mulher guerreira, que lutou muito pelos seus ideais, e isso fez parte da criação de um novo pensamento, e isso sim tem haver com os objetivos desse blog, então, pra vocês um pouco da história de Hannah Arendt:
Nascida numa rica e antiga família judia estudou teologia e filosofia. Arendt estudou filosofia com Martin Heidegger na Universidade de Marburgo, relacionando-se passional e intelectualmente com ele. Posteriormente Arendt foi estudar em Heidelberg, tendo escrito na respectiva universidade uma tese de doutoramento sobre a experiência do amor na obra de Santo Agostinho, sob a orientação do filósofo Karl Jaspers.
A tese foi publicada em 1929. Em 1933 (ano da tomada do poder de Hitler) Arendt foi proibida de escrever uma segunda dissertação que lhe daria o acesso ao ensino nas universidades alemãs por causa da sua condição de judia. O seu crescente envolvimento com o sionismo a levaria a colidir com o anti-semitismo do Terceiro Reich o que a conduziria, seguramente, à prisão. Conseguiu escapar da Alemanha para Paris, onde trabalhou com crianças judias expatriadas e onde conheceu e tornou-se amiga do crítico literário Walter Benjamin. Foi presa (uma segunda vez) em França conjuntamente com o marido e operário Heinrich Blutcher, e acabaria em 1941 por partir para os Estados Unidos, com a ajuda do jornalista americano Varian Fry.
O trabalho filosófico de Hannah Arendt abrange temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a violência e a condição da mulher.
Ernst Mayr
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Ernst Mayr foi um biólogo de origem alemã que dedicou grande parte da sua carreira ao estudo da evolução, genética de populações e taxonomia. Descendente de diversas gerações de médicos, ele abriu mão da carreira e se voltou para o estudo da Zoologia, concluindo um doutorado na área apenas 16 meses depois de formado. Durante os anos 30 tomou parte de uma expedição à Nova Guiné e às Ilhas Salomão, onde estudou a fauna. Mayr era o derradeiro representante vivo de um grupo de grandes cientistas que trabalhou na sedimentação dos pilares de um edifício chamado Nova Síntese: a fusão da teoria ecológica da seleção natural com a teoria genética da herança particulada. Entre tantas obras de Mayr, destacamos abaixo um trecho da obra: Isto é biologia.
" O que é vida, e como explicar os processos vivos, tem sido objeto de acalorada controvérsia desde o século XVI. Para resumir, a situação era a seguinte: sempre houve um campo alegando que os organismos vivos não eram, na verdade, nada diferentes da matéria inanimada; algumas vezes essas pessoas foram chamadas de mecanicistas, mais tarde de fisicalistas. E sempre houve um campo oposto — os chamados vitalistas — reivindicando, por sua vez, que os organismos vivos possuíam propriedades que não poderiam ser encontradas na matéria inerte e que, portanto, conceitos e teorias biológicos não poderiam ser reduzidos às leis da física e da química. Em alguns períodos e centros intelectuais, os fisicalistas pareciam vencer o debate, e em outras épocas e locais os vitalistas pareciam prevalecer. No século XX ficou claro que ambos os lados estavam parcialmente certos e parcialmente errados. "
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Projeto em Vídeo
http://www.youtube.com/watch?v=9JZasm5ErAc
Projeto realizado por:
Carolina Castro
Juliana Coelho
Maria Aparecida
Marianna Magalhães
Mariana de Biase
Priscilla Queiroz
Tainah Soares
Vanessa Baião
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Globalização e Meio Ambiente
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A atual realidade brasileira chama a atenção para a enorme concentração do excedente gerado pela atividade econômica nas mãos de poucos, em detrimento de amplas camadas da população. Pressionadas pela pobreza e a necessidade instintiva de sobrevivência, essas minorias econômicas atuam de forma predatória sobre o meio ambiente, ocasionando desmatamentos de ecossistemas para moradia, alimentação, ou mesmo produção de energia. Exemplares da fauna silvestre, por exemplo, tornam-se fonte de alimentação para os excluídos. Hoje, o modelo de globalização vigente no mundo é uma das principais causas da deterioração ambiental, pois hipoteca o caráter sustentável do Planeta.
Os sistemas de livre mercado, que buscam o lucro a qualquer custo, permitem facilmente o desrespeito à natureza, cujos recursos são “gratuitos”. Os critérios que regem os sistemas de industrialização dos países desenvolvidos criaram as condições que afetam adversamente o ambiente. Desta forma, as causas da pobreza e da degradação ambiental nos países em desenvolvimento estão diretamente relacionadas com o modelo de desenvolvimento dos países industrializados, imposto aos países pobres, via FMI. Esse modelo causa danos ao meio ambiente por contribuir diretamente ao aquecimento global e a destruição da camada de ozônio e fomentar a desigualdade e a pobreza no mundo.
Privatização de Florestas
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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), lançaram o primeiro edital para exploração comercial de madeira em uma floresta pública na Amazônia. A área concedida é a Floresta Nacional do Jamari (RO), que soma 96 mil hectares. O MMA usa como argumento para a concessão, o objetivo de evitar o desmatamento e a grilagem de terras.
Para o pesquisador em ecologia e manejos naturais da Universidade Federal do Acre (Ufac), Elder Andrade, os argumentos do MMA são falsos e o governo na verdade está privatizando algo público.
“Trata-se efetivamente da privatização das florestas públicas e o que é mais dramático nessa história é o argumento de que entregando para o madeireiro a floresta será preservada. Eu não sei quem pode acreditar em algo dessa natureza, porque a indústria madeireira, seja ela a pequena ou a grande, ela tem se caracterizado pela fraude”.
Quem vencer a licitação terá o direito de explorar a área por até 40 anos, com lucros estimados de R$ 450 mil por ano e por hectare. A expectativa é que o contrato com a empresa vencedora da licitação seja assinado em março de 2008.
"Todas as inverdades sobre a Lei de Gestão de Florestas Públicas estão agora sendo desconstruídas", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao anunciar o calendário para o processo de licitação. Foi uma resposta às críticas que começaram a ser feitas a essa forma de gestão antes mesmo de o projeto ser enviado ao Congresso Nacional.
O Serviço Florestal estima que 13 milhões de hectares de florestas serão privatizados nos próximos dez anos.
Marina Silva
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Eleita aos 38 anos, Marina Silva foi a senadora mais jovem da história da República, tendo sido a mais votada entre os candidatos no estado, com 42,77% dos votos válidos. Sua atuação concentra-se nas áreas de direitos humanos, cidadania, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, recebeu o maior prêmio das Nações Unidas na área ambiental, o Champions of the Earth (Campeões da Terra) de 2007, como reconhecimento ao seu trabalho em favor da preservação da floresta amazônica e da valorização das comunidades locais e tradicionais da região. Entre 2003 e 2006, a ministra inaugurou um novo modelo de gestão ambiental no governo federal, cujo princípio básico é o envolvimento efetivo de diferentes setores de governo e da sociedade na busca de soluções para problemas de meio ambiente. Defendeu a cooperação entre os vários ministérios e governos estaduais, obtendo importantes resultados que refletem a capacidade do Estado e da sociedade em implementar uma política ambiental capaz de dar respostas aos desafios de conservação da atualidade. Com isso, conseguiu consolidar várias propostas da sociedade civil em novos instrumentos de política ambiental, como o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e a Política Nacional para o Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais, que abrange todos os biomas brasileiros.
Em anexo, um trecho de um artigo publicado no jornal "Folha de S. Paulo" de 21/04/2000 por Marina Silva:
O Sertão Vai Virar Mar
" O delírio de um beato - de que o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão -, quem diria, acabou se transformando na metáfora perfeita para contar o que nos acontece hoje em dia. Parece que tudo se mexe, nada mais quer ficar no lugar. Mas, ao mesmo tempo, está presente uma sensação angustiante, como respiração curta e incompleta, de que nada acontece, de que está tudo travado por algum nó imaginário.
Para dizer isso de maneira diferente, pode-se usar outra metáfora, tão presente nos últimos tempos. A dos "outros 500", que povoa os sonhos e os planos de tanta gente, para substituir os 500 anos de Brasil que se foram, colados a tanta injustiça, a tanta aberração. Mas, enfim, por mais insatisfatório que sejam, é o que temos para partir para outros diferentes 500.
Será que este é o momento de realização da profecia? Talvez não completamente, mas o sertão, como símbolo da maioria que herdou aridez e carência, na repartição dos 500 anos passados, quer virar mar, quer penetrar a imagem da exuberância e da fartura tão maldivididas.
A colonização empurrou os nativos para dentro do território e ficou com o "mar". Instalou-se na faixa litorânea, criou muita riqueza e cuidou ciosamente para que nunca fosse distribuída. Tomou de assalto e destruiu o que podia e não podia daquilo que parecia ser uma dádiva divina inesgotável. A natureza, os recursos naturais de toda espécie. É o que está por trás do balanço dos 500 anos de destruição florestal no Brasil, feito pela WWF: 93% da mata atlântica exterminados, 50% do cerrado, 15% da Amazônia (...). "